quarta-feira, 11 de maio de 2016

SAÚDE FÍSICA: Caxumba

Nos últimos 2 meses, temos escutado no noticiário que algumas cidades estão em surto de caxumba. Embora alguns especialistas tenham dito que não há a necessidade de alarme com o aumento desses casos, é importante que nós entendamos a doença para poder nos prevenir.


A Caxumba é uma doença viral aguda, que é caracterizada pelo aumento de uma ou mais glândulas salivares, que faz com que o rosto fique inchado.  Outros sintomas que também podem ocorrer são a febre, os calafrios, dores de cabeça, dores musculares, e dores ao mastigar e engolir, além da pessoa sentir fraqueza por todo o corpo.


É muito importante ter o acompanhamento médico durante a doença pois nos casos graves, a caxumba causar surdez, meningite e, raramente, levar à morte. Após a puberdade, pode causar inflamação e inchaço doloroso dos testículos (nos homens) ou dos ovários (nas mulheres), podendo levar a esterilidade.

Transmissão
A caxumba é causada por um vírus chamado Paramyxovirus e é altamente contagiosa. A sua transmissão ocorre por contato direto com saliva de pessoas infectadas ou via aérea através da disseminação de gotículas no ar.

Período de Transmissibilidade
Varia entre 6 e 7 dias antes das manifestações clínicas, até 9 dias após o surgimento dos sintomas. O vírus pode ser encontrado na urina até 14 dias após o início da doença.

Prevenção
A prevenção é feita através de vacina a partir dos 12 meses de idade.

De acordo com o Portal da Saúde, a imunização é feita da seguinte forma:
*12 meses à 19 anos de idade: Administrar duas doses, conforme situação vacinal encontrada.
[1ª dose aos 12 meses com a vacina Tríplice Viral e 2ª dose aos 15 meses com vacina Tetra Viral para as crianças que já tenham recebido a Triplice Viral]
* A partir dos 19 anos: Somente uma dose é necessária.



Além disso, é importante evitar aglomerações e compartilhamento de talheres, copos com as pessoas e não ficar próximo de pessoas infectadas.

Tratamento
Não existe tratamento específico, pois é uma doença que se resolve sozinha. É indicado o repouso, analgesia e observação quanto à possibilidade de alguma complicação.


Cuidados ao estar com Caxumba
 Caso uma pessoa seja afetada, ela não deve comparecer à escola ou ao trabalho durante nove dias após início da doença. É preciso, ainda, desinfectar os objetos contaminados como secreções do nariz, da boca e da garganta da pessoa infectada.
**É importante citar que aqueles que tenham contato direto com a pessoa, devem ser vacinados.

ATENÇÃO: As informações existentes neste blog pretendem apoiar e não substituir a consulta médica. Essas informações são de caráter educativo, por isso, em caso de dúvidas, não hesite em realizar sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.


Referências:
1) www.portalsaude.saude.gov.br
2) www.bio.fiocruz.br

terça-feira, 10 de maio de 2016

SAÚDE FÍSICA: A influência nos tipos de calçados

Com certeza vocês, tanto homens quanto mulheres, já sentiram aquela dorzinha no pé ao fim do dia após o uso de algum sapato, certo? Pois é, já é sabido que vários tipos de calçados influenciam na nossa postura, na nossa forma de andar e no equilíbrio do nosso corpo. Por isso, hoje eu trouxe alguns estudos que encontrei na literatura sobre a influência do uso de diferentes tipos de calçados. E você homem, que está achando que esse artigo não foi feito para você, leia até o final, pois o jeito de caminhar também pode ser influenciado por sapatos sociais e até mesmo o chinelo.

Então vamos lá....

Em um estudo realizado com adolescentes entre 13 e 20 anos, teve como objetivo identificar a relação na postura do pé e no tipo de arco plantar com um tipo específico de calçado (sapato tipo plataforma com 10 cm de salto, e dois cm de plataforma anterior). As adolescentes usaram o calçado 4 vezes por semana, num período mínimo de 4 horas consecutivas por dia e já deveriam ter pelo menos um ano de uso do salto alto. Os autores concluíram que não houve correlação entre o uso do calçado e o tipo de arco plantar e postura dos pés.

Em relação à postura estática dos indivíduos em posição ortostática (em pé), um estudo verificou que não houve mudança significativa na utilização de diferentes calçados como o chinelo, tênis, salto baixo e salto alto. Porém, o autor enfatiza que não é possível afirmar o mesmo quando os indivíduos estão em movimento, sendo necessário novo estudo para tal questão.

Já o estudo que analisou a marcha de um homem e uma mulher com diferentes tipos de calçados, encontrou informações bastante interessantes. Apenas para nível de entendimento, o autor explica que um ciclo de marcha ou uma passada normal corresponde ao intervalo entre dois toques do mesmo calcanhar no solo. O primeiro toque corresponde ao início do ciclo e o segundo toque finaliza o ciclo. Esse ciclo pode ser dividido em duas fases: apoio e balanço. A fase de apoio corresponde ao período em que o pé está em contato com o solo. A fase de balanço corresponde ao período em que o pé não está em contato com o solo e é dividido em: balanço inicial, médio e terminal.  Agora vamos às considerações identificadas:

Mulher:
1) Chinelo: Não houve a fase terminal da marcha, o que pode ter ocorrido devido à instabilidade que esse tipo de calçado traz, pois há a necessidade de segurar o calçado com os dedos.
2) Salto plataforma: Não houve a fase inicial, nem terminal da marcha, a voluntária retirava o pé totalmente, colocando-o totalmente no solo novamente, sem realizar a curvatura de uma marcha normal.
3) Salto fino: Não houve a fase inicial, nem terminal da marcha, pois o salto alto impede a curvatura normal do pé. Os pés se cruzavam um a frente do outro devido o desequilíbrio que este tipo de salto traz.
4) Tênis: A passada possuía todas as fases da marcha, o que proporcionou um maior aumento da curvatura do pé. O autor relata que o tênis possibilita maior absorção de impacto, conforto e se molda ao pé, fazendo com que o indivíduo consiga caminhar o mais próximo do correto.



Homem:
1) Chinelo: Apresentou todas as etapas da marcha, com diminuição da curvatura do pé no apoio terminal.
2) Sapato social: Apresentou todas as fases da marcha, porém, apresentou diferença na curvatura do pé no momento do contato inicial e no contato terminal.
3) Tênis: Utilizando tênis, observou-se que o indivíduo possuía todas as fases de uma marcha normal e um aumento considerável da curvatura do pé.



Além dessas informações relevantes, também encontrei um estudo que vem de encontro ao citado anteriormente sobre o salto alto. Esse autor relata que saltos acima de três cm de altura induzem a articulação do tornozelo a realizar uma flexão plantar sustentada, mudando as características da marcha na fase de apoio e de balanço. Por isso, o autor concluiu que saltos menores de três cm apresentam limites de segurança para manuten¬ção do padrão normal da marcha em mulheres jovens.
Com todas essas informações podemos identificar o tênis como o tipo de calçado que nos leva a uma marcha mais funcional, nos aproximando da marcha normal. É óbvio que muitas vezes não podemos e não conseguiremos usar tênis todos os dias, mas devemos ter a consciência de que o salto alto e o sapato social devem sempre ser alternados com o uso de sapatilhas, e saltos mais baixos, pois a longo prazo, devido à alteração na marcha, podemos adquirir outras complicações posturais.

Dicas da Carol:

1) Para mulheres, após o uso do salto alto, alongue panturrilha, pois o uso prolongado pode encurtar essa musculatura, levando você a uma dificuldade de colocar o calcanhar no chão;

2) Homens e mulheres que usam sapatos diariamente podem fazer uma “soltura” na sola do pé. Use uma bolinha de tênis para realizar uma massagem na planta do pé. Essa prática auxilia no alivio das dores na região. Quando a dor estiver muito forte, a bolinha de tênis pode ser substituída por uma garrafinha de água com gelo dentro. (Encha uma garrafinha de água de plástico e deixe no congelador por algumas horas).

3) Reveze o tipo de calçado diariamente;

4) Quando puder, ande descalço!!!!!

“Lembre-se sempre: Para uma vida saudável, cuide da saúde do seu corpo, da sua mente e do seu espírito.”


ATENÇÃO: As informações existentes neste blog pretendem apoiar e não substituir a consulta médica. Essas informações são de caráter educativo, por isso, em caso de dúvidas, não hesite em realizar sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.

Referências:
1) Patrícia A. O. Pezzan, Isabel C. N. Sacco, Silvia M. A. João. Postura do pé e classificação do arco plantar de adolescentes usuárias e não usuárias de calçados de salto alto. Rev Bras Fisioter 2009; 13(5):X-XX.
2) Furtado AC; Oliveira E; et. al. Estudo da marcha humana em diferentes tipos de calçado. XI Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e VII Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do Vale do Paraíba
3) Moraes, GFS, Antunes, AP, Rezende, ES, Oliveira PCR. Uso de diferentes tipos de calçados não interfere na postura ortostática de mulheres hígidas. Fisioter Mov. 2010 out/dez;23(4):565-74
4) Limana et al. Ângulo do tornozelo em calçados de diferentes saltos. Fisioter Pesq. 2012;19(3):222-227

quarta-feira, 4 de maio de 2016

FISIOTERAPIA: Fratura de Maisonneuve

Você já ouviu falar nesse nome? Pouco conhecida, essa é uma fratura comum no mundo dos skatistas. Não tão rotineira nos ambulatórios de ortopedia, a fratura de Maisonneuve foi descrita em 1840 por Jacques Maisonneuve. Essa patologia é descrita como uma fratura na fíbula em seu terço proximal associado a algumas lesões nas estruturas do tornozelo, como a sindemose tibiofibular. Além disso, pode ocorrer uma fratura por avulsão do maléolo medial ou lesão do ligamento deltóide.

Relembrando o que é Sindesmose:

-> A sindesmose é uma articulação fibrosa permeada por tecido fibroso como membrana ou ligamento interósseo. Nesse tipo de articulação, ossos se unem por uma camada de tecido fibroso.
-> Essa articulação é muito importante para dar uma completa estabilidade nessa região, não permitindo qualquer movimento. O único movimento que acontece nessas articulações é um movimento de separação e elevação.






Relembrando a Anatomia do Tornozelo:




Mecanismo de Lesão:
- Rotação externa do tornozelo fazendo com que haja fratura no maléolo ou lesão do ligamento. A energia da torça continua ao longo da membrana interóssea e termina na região da fíbula proximal

Rompimento da sindesmose tíbio-fibular

Avulsão do maléolo e Fratura da parte proximal da tíbia.
Fonte: Instagram


Tratamento:
- O tratamento para esse tipo de lesão é cirúrgico, onde há o reparo da sindesmose e da lesão ligamentar.
- Em alguns casos, uma nova cirurgia é realizada para a retirada dos parafusos que reparam a sindesmose. Essa nova cirurgia é feita devido os parafusos limitarem a amplitude de movimento. É um procedimento mais tranquilo e geralmente o paciente tem alta no mesmo dia.


RX - Tratamento Cirúrgico para correção de lesão da sindesmose
e ruptura de ligamento deltoide.
Fonte: Arquivo pessoal

ATENÇÃO: As informações existentes neste blog pretendem apoiar e não substituir a consulta médica. Essas informações são de caráter educativo, por isso, em caso de dúvidas, não hesite em realizar sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança


Referências:
1) Maisonneuve fracture equivalent with proximal tibiofibular dislocation. The Journal of Bone & Joint Surgery. Volume 88-A, N:5, 2006


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

FISIOTERAPIA: Artroplastia Total de Joelho



✅Troca da articulação do joelho por uma articulação artificial;
✅Normalmente utilizado raquianestesia;
✅Duração de aproximadamente 2 horas;

💉INDICAÇÃO:💉
✅Dor;
✅Perda da função do joelho com dificuldade para marcha;
✅Deformidade no joelho.







💉REALIZAÇÃO:💉
✅Retirada a parte comprometida do osso do fêmur e do osso da tíbia;
✅Colocação da prótese metálica;
✅Entre os componentes metálicos, há um componente de polietileno que varia de tamanho de acordo com a articulação do paciente;
✅Colocação de um dreno que permanece aproximadamente durante 24 horas;

💉COMPLICAÇÕES:💉
✅Trombose Venosa Profunda;
✅Infecção na prótese;
✅Pseudoartrose.

💉FISIOTERAPIA:💉
✅Muito importante para o retorno da função da articulação;
✅Importante iniciar a reabilitação ainda dentro do hospital;
✅Orientações são muitos importantes para que o paciente mantenha os pontos limpos e secos, mantenha a articulação em movimento para que não haja fibrose, e não agache profundamente para que a prótese não luxe.


ATENÇÃO: As informações existentes neste blog pretendem apoiar e não substituir a consulta médica. Essas informações são de caráter educativo, por isso, em caso de dúvidas, não hesite em realizar sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

FISIOTERAPIA: Canelite


O que é?
- Inflamação nos tecidos moles (tendões e músculos) causada por um desequilíbrio entre os músculos da barriga da perna e os da canela;
- Muito comum em praticantes de corrida e caminhada;
- Elas podem dividir-se em dois grupos:
1) Anteriores (mais comuns): Dor se estende pela face anterior e lateral da perna;
2) Posteriores: Dor estende-se pela face posterior e medial da perna até a região interna do tornozelo. Pode acontecer nas duas pernas ao mesmo tempo.
 




Causas:
- Aumento da demanda da musculatura da perna sem o prévio fortalecimento, ocasionando a tração de uma membrana que recobre o osso da perna, inflamando o local, o que gera dor e incapacitação ao corredor.
- Musculaturas envolvidas na lesão: Gastrocnêmio, tibial anterior, extensor longo do hálux, extensor curto dos dedos, flexor longo dos dedos.

Fatores de risco:

- Mulheres possuem maior suscetibilidade (ainda não se sabe o porquê, mas acredita-se existir algum fator hormonal ligado a isso);
- Índice de Massa Corporal (IMC) elevado/ Sobrepeso;
- Pé com posicionamento prono excessivo;
- Flexibilidade reduzida;
- Biomecânica de corrida realizada erroneamente.

 Sintomas:
- Dor contínua, progressiva e prolongada;
- Dor alivia com repouso e piora com atividade física;
- Pode haver dor com elevação dos dedos ou flexão plantar resistida.
A- Alongamento de quadríceps / B- Alongamento de tríceps sural
 
Diagnóstico complementar:
- Ressonância Magnética: Edema Periosteal;
- Cintilografia Óssea: Lesões longas longitudinais podendo chegar a um terço do comprimento do osso.

Fisioterapia
- Crioterapia;
- Alongamento da musculatura tríceps sural;
- Alongamento de quadriceps e flexores do quadril;
- Palmilhas para correção da pronação;
- Exercícios proprioceptivos.

 



ATENÇÃO: As informações existentes neste blog pretendem apoiar e não substituir a consulta médica. Essas informações são de caráter educativo, por isso, em caso de dúvidas, não hesite em realizar sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.

Referências:
1) www.correrporprazer.com.br
2) http://bhrace.wordpress.com
3) http://webrun.uol.com.br/

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

FISIOTERAPIA: Entorse de Tornozelo

O que é:

- Lesão bastante comum, correspondendo a 85% das lesões de tornozelo;
- Podem ocorrer em Inversão do pé, forçando a articulação para fora; ou então, em eversão, quando há uma força do pé para dentro.

 

Sinais de Alerta:

- Dor intensa;

- Perda da propriocepção;

- Diminuição da amplitude de movimento;

- Inchaço;

- Vermelhidão.

 
As entorses são dividas em três graus:

1) Primeiro grau: estiramento dos ligamentos, porém, sem ruptura dos mesmos;

2) Segundo grau: Ruptura parcial dos ligamentos e instabilidade articular. Acompanha dor, edema e rigidez articular, de intensidade moderada a severa;

3) Terceiro grau: Ligamentos totalmente rompidos e grande instabilidade do pé.



 

Tratamento:

- Repouso;

- Aplicação local de gelo;

- Elevação do membro para diminuição do edema;

- Proteção articular (tala gessada ou imobilizador);

-Antiinflamatório prescrito pelo médico;

- Fisioterapia.

**Geralmente opta-se pelo tratamento conservador, a não ser que os intomas persistam durante alguns meses ou em alguns casos específicos.

Prevenção:

-Imobilizadores semi-rígidos podem reduzir a incidência em atletas.

 

Fisioterapia:

- Orientação sobre aplicação do gelo, compressão, elevação e repouso;

- Exercícios ativos/resistidos/ passivos dependendo da gravidade do caso;

- Alongamento da musculatura fibular e triceps sural;

- Treinamento proprioceptivo

ATENÇÃO: As informações existentes neste blog pretendem apoiar e não substituir a consulta médica. Essas informações são de caráter educativo, por isso, em caso de dúvidas, não hesite em realizar sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.

Fontes:

1) Entorse de Tornozelo - Rev. Assoc. Med. Bras. vol.55 no.5 São Paulo  2009


 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

SAÚDE FÍSICA: Fascite plantar


ð  O que é?
Inflamação da fáscia plantar. Habitualmente, o local onde há maior inflamação é próximo a sua ligação com o osso calcâneo.

 ð  O que é a fáscia plantar?
- Também chamado de aponeurose plantar, a fáscia é um ligamento que corre ao longo da parte inferior do pé, a sola do pé.
- Liga o osso calcâneo aos dedos, e cria o arco do pé.
- Ela é uma faixa de tecido espesso, com propriedades elásticas, capaz de se esticar ligeiramente conforme a movimentação dos pés. A sua importância deve-se ao fato de manter o pé levemente arqueado, diminuindo a pressão nos dedos no movimento de andar.

ð  Causas:
Repetidos estresses na região da planta dos pés, causando tensão e esgarçamento da fáscia, causados por:
- Obesidade;
- Pé chato;
- Pé cavo;
- Uso excessivo de salto alto;
- Uso de calçados inapropriados para os pés;
- Alterações da marcha;
- Trabalhar muito tempo em pé;

**Podemos também encontrar em atletas de algumas modalidades:
- Corridas;
- Ballet;
- Levantamento de peso;
- Dança

ð  Sintomas:
- Dor, tipo pontada, na planta do pé;
- Dor tipicamente pior nos primeiros passos do dia;
- Dor pode ser agravada ao correr, andar descalço, subir escadas, permanecer em pé durante muito tempo,...

ð  Prevalência:
Geralmente ocorre em pessoas entre os 40 e 60 anos, que ao longo de sua vida, tiveram atividades ou problemas que provocaram o stress da fáscia, como os acima citados.

ð  Diagnóstico:
- História clínica e exame físico;
- Radiografia (RX) é realizado para descartar outros problemas no pé;
- Ultrassonografia e Ressonância magnética podem confirmar o diagnóstico.
 
ð  Prevenção:
- Alongar antes e após a realização de atividade física;
- Para as mulheres: Variar o tipo de calçado e evitar usar salto alto todos os dias, por longos períodos;
- Para quem trabalha muito tempo em pé, é interessante alongar antes de sair de casa e após o trabalho;
Concluindo: Em todos os casos é interessante manter uma boa flexibilidade na área do tornozelo, tendão de aquiles e nos músculos da panturrilha, bem como manter essa região com músculos fortalecidos.

ð  Tratamento:
- Na crise aguda, evitar a prática de esportes e tentar repousar o pé;
- Fisioterapia;
- Calçados e palmilhas especiais;
- Uso de talas noturnas (opção);
- Pessoas com excesso de peso necessitam de emagrecimento;
- Médicos podem prescrever antiinflamatórios de acordo com a sua conduta.
 
=> Tratamento Fisioterapêutico:
 - Aconselhamento e orientação sobre o calçado apropriado: suporte no arco do pé e acolchoado;
- Aconselhamento e orientação para o uso de órteses e/ou palmilhas;
 - Alongamento específico da fáscia plantar;
- Massagem transversal na fáscia plantar;
- Alongamento da musculatura do tríceps sural;
- Fortalecimento da musculatura intrínseca do pé;
- Fortalecimento do tibial anterior (ajuda na dorsiflexão e na inversão do pé);
 - Aconselhamento e orientação da marcha;
- Exercícios proprioceptivos;
- Crioterapia para alívio da dor;
- Tapping;
- Acupuntura;
- Alguns estudos ainda verificam a eficácia do ultrassom, laser e infravermelho.


Uso de palmilhas
 

Uso de órteses
 

Alongamento da fáscia plantar

Soltura e massagem da fáscia plantar

Crioterapia associada a automassagem da fáscia plantar

Uso de Tapping


Para quem pratica a corrida, assista o vídeo no Youtube com dicas de alongamento para prevenção e tratamento da fascite: https://www.youtube.com/watch?v=GF668jfu-Lg
 

Fontes:
- http://www.mdsaude.com/2012/09/fascite-plantar.html
- http://www.minhavida.com.br/saude/temas/fascite-plantar