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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

FISIOTERAPIA: Canelite


O que é?
- Inflamação nos tecidos moles (tendões e músculos) causada por um desequilíbrio entre os músculos da barriga da perna e os da canela;
- Muito comum em praticantes de corrida e caminhada;
- Elas podem dividir-se em dois grupos:
1) Anteriores (mais comuns): Dor se estende pela face anterior e lateral da perna;
2) Posteriores: Dor estende-se pela face posterior e medial da perna até a região interna do tornozelo. Pode acontecer nas duas pernas ao mesmo tempo.
 




Causas:
- Aumento da demanda da musculatura da perna sem o prévio fortalecimento, ocasionando a tração de uma membrana que recobre o osso da perna, inflamando o local, o que gera dor e incapacitação ao corredor.
- Musculaturas envolvidas na lesão: Gastrocnêmio, tibial anterior, extensor longo do hálux, extensor curto dos dedos, flexor longo dos dedos.

Fatores de risco:

- Mulheres possuem maior suscetibilidade (ainda não se sabe o porquê, mas acredita-se existir algum fator hormonal ligado a isso);
- Índice de Massa Corporal (IMC) elevado/ Sobrepeso;
- Pé com posicionamento prono excessivo;
- Flexibilidade reduzida;
- Biomecânica de corrida realizada erroneamente.

 Sintomas:
- Dor contínua, progressiva e prolongada;
- Dor alivia com repouso e piora com atividade física;
- Pode haver dor com elevação dos dedos ou flexão plantar resistida.
A- Alongamento de quadríceps / B- Alongamento de tríceps sural
 
Diagnóstico complementar:
- Ressonância Magnética: Edema Periosteal;
- Cintilografia Óssea: Lesões longas longitudinais podendo chegar a um terço do comprimento do osso.

Fisioterapia
- Crioterapia;
- Alongamento da musculatura tríceps sural;
- Alongamento de quadriceps e flexores do quadril;
- Palmilhas para correção da pronação;
- Exercícios proprioceptivos.

 



ATENÇÃO: As informações existentes neste blog pretendem apoiar e não substituir a consulta médica. Essas informações são de caráter educativo, por isso, em caso de dúvidas, não hesite em realizar sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.

Referências:
1) www.correrporprazer.com.br
2) http://bhrace.wordpress.com
3) http://webrun.uol.com.br/

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

FISIOTERAPIA: Entorse de Tornozelo

O que é:

- Lesão bastante comum, correspondendo a 85% das lesões de tornozelo;
- Podem ocorrer em Inversão do pé, forçando a articulação para fora; ou então, em eversão, quando há uma força do pé para dentro.

 

Sinais de Alerta:

- Dor intensa;

- Perda da propriocepção;

- Diminuição da amplitude de movimento;

- Inchaço;

- Vermelhidão.

 
As entorses são dividas em três graus:

1) Primeiro grau: estiramento dos ligamentos, porém, sem ruptura dos mesmos;

2) Segundo grau: Ruptura parcial dos ligamentos e instabilidade articular. Acompanha dor, edema e rigidez articular, de intensidade moderada a severa;

3) Terceiro grau: Ligamentos totalmente rompidos e grande instabilidade do pé.



 

Tratamento:

- Repouso;

- Aplicação local de gelo;

- Elevação do membro para diminuição do edema;

- Proteção articular (tala gessada ou imobilizador);

-Antiinflamatório prescrito pelo médico;

- Fisioterapia.

**Geralmente opta-se pelo tratamento conservador, a não ser que os intomas persistam durante alguns meses ou em alguns casos específicos.

Prevenção:

-Imobilizadores semi-rígidos podem reduzir a incidência em atletas.

 

Fisioterapia:

- Orientação sobre aplicação do gelo, compressão, elevação e repouso;

- Exercícios ativos/resistidos/ passivos dependendo da gravidade do caso;

- Alongamento da musculatura fibular e triceps sural;

- Treinamento proprioceptivo

ATENÇÃO: As informações existentes neste blog pretendem apoiar e não substituir a consulta médica. Essas informações são de caráter educativo, por isso, em caso de dúvidas, não hesite em realizar sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.

Fontes:

1) Entorse de Tornozelo - Rev. Assoc. Med. Bras. vol.55 no.5 São Paulo  2009


 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

SAÚDE FÍSICA: Fascite plantar


ð  O que é?
Inflamação da fáscia plantar. Habitualmente, o local onde há maior inflamação é próximo a sua ligação com o osso calcâneo.

 ð  O que é a fáscia plantar?
- Também chamado de aponeurose plantar, a fáscia é um ligamento que corre ao longo da parte inferior do pé, a sola do pé.
- Liga o osso calcâneo aos dedos, e cria o arco do pé.
- Ela é uma faixa de tecido espesso, com propriedades elásticas, capaz de se esticar ligeiramente conforme a movimentação dos pés. A sua importância deve-se ao fato de manter o pé levemente arqueado, diminuindo a pressão nos dedos no movimento de andar.

ð  Causas:
Repetidos estresses na região da planta dos pés, causando tensão e esgarçamento da fáscia, causados por:
- Obesidade;
- Pé chato;
- Pé cavo;
- Uso excessivo de salto alto;
- Uso de calçados inapropriados para os pés;
- Alterações da marcha;
- Trabalhar muito tempo em pé;

**Podemos também encontrar em atletas de algumas modalidades:
- Corridas;
- Ballet;
- Levantamento de peso;
- Dança

ð  Sintomas:
- Dor, tipo pontada, na planta do pé;
- Dor tipicamente pior nos primeiros passos do dia;
- Dor pode ser agravada ao correr, andar descalço, subir escadas, permanecer em pé durante muito tempo,...

ð  Prevalência:
Geralmente ocorre em pessoas entre os 40 e 60 anos, que ao longo de sua vida, tiveram atividades ou problemas que provocaram o stress da fáscia, como os acima citados.

ð  Diagnóstico:
- História clínica e exame físico;
- Radiografia (RX) é realizado para descartar outros problemas no pé;
- Ultrassonografia e Ressonância magnética podem confirmar o diagnóstico.
 
ð  Prevenção:
- Alongar antes e após a realização de atividade física;
- Para as mulheres: Variar o tipo de calçado e evitar usar salto alto todos os dias, por longos períodos;
- Para quem trabalha muito tempo em pé, é interessante alongar antes de sair de casa e após o trabalho;
Concluindo: Em todos os casos é interessante manter uma boa flexibilidade na área do tornozelo, tendão de aquiles e nos músculos da panturrilha, bem como manter essa região com músculos fortalecidos.

ð  Tratamento:
- Na crise aguda, evitar a prática de esportes e tentar repousar o pé;
- Fisioterapia;
- Calçados e palmilhas especiais;
- Uso de talas noturnas (opção);
- Pessoas com excesso de peso necessitam de emagrecimento;
- Médicos podem prescrever antiinflamatórios de acordo com a sua conduta.
 
=> Tratamento Fisioterapêutico:
 - Aconselhamento e orientação sobre o calçado apropriado: suporte no arco do pé e acolchoado;
- Aconselhamento e orientação para o uso de órteses e/ou palmilhas;
 - Alongamento específico da fáscia plantar;
- Massagem transversal na fáscia plantar;
- Alongamento da musculatura do tríceps sural;
- Fortalecimento da musculatura intrínseca do pé;
- Fortalecimento do tibial anterior (ajuda na dorsiflexão e na inversão do pé);
 - Aconselhamento e orientação da marcha;
- Exercícios proprioceptivos;
- Crioterapia para alívio da dor;
- Tapping;
- Acupuntura;
- Alguns estudos ainda verificam a eficácia do ultrassom, laser e infravermelho.


Uso de palmilhas
 

Uso de órteses
 

Alongamento da fáscia plantar

Soltura e massagem da fáscia plantar

Crioterapia associada a automassagem da fáscia plantar

Uso de Tapping


Para quem pratica a corrida, assista o vídeo no Youtube com dicas de alongamento para prevenção e tratamento da fascite: https://www.youtube.com/watch?v=GF668jfu-Lg
 

Fontes:
- http://www.mdsaude.com/2012/09/fascite-plantar.html
- http://www.minhavida.com.br/saude/temas/fascite-plantar

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Crioterapia



O que é?
É uma técnica fisioterapêutica caracterizada pelo uso de baixas temperaturas (gelo) para a reabilitação de traumas teciduais, principalmente em lesões musculares e articulares.
Quais os efeitos fisiológicos que a crioterapia causa no local aplicado?
- Diminuição do metabolismo local;
- Diminuição da condução elétrica nervosa;
- Possui ação vasoconstritora;
-  Redução dos efeitos da hipóxia secundária: quando temos uma lesão tecidual, uma pancada por exemplo, há naquele local, células que são destruídas pela lesão chamadas de hipóxia; o corpo ao tentar reparar essa lesão, acaba destruindo as células que estão perto das lesadas e a esse fenômeno damos o nome de hipóxia secundária;
- Na musculatura ele diminui a velocidade de disparo das fibras musculares, reduzindo a espasticidade.
Entendendo o mecanismo de ação do frio:
Ao aplicar o frio ocorre inicialmente uma rápida vasoconstrição e diminuição da circulação local na pele manifestada por palidez. A constrição se dá por alguns fatores, como a influência reflexa simpática e dos neurônios da pele, pela redução da concentração de metabólitos devido ao baixo nível metabólico. A ação direta dos termorreceptores sobre a camada muscular arteriolar gera liberação de bradicinina e serotonina e diminuição de vasodilatadores como a histamina e prostaglandinas. Isso ocorre como mecanismo de proteção para limitar a perda de calor nos primeiros 15 minutos da crioterapia. Após esse tempo há uma reação secundária ao frio causada por uma hiperemia ativa a fim de proteger os tecidos de uma possível lesão quando a exposição ao frio é prolongada ou abaixo de 10ºC, e manifesta-se com rubor e calor que dura em torno de 5 minutos, aparecendo outra vez, uma vasoconstrição. Ocorre então um ciclo entre vasoconstrição e vasodilatação, e esta última não é constante e sua vermelhidão não está relacionada com o aumento da circulação, mas sim com a liberação de oxigênio e acúmulo de oxi-hemoglobina nos vasos superficiais com risco de isquemia e congelamento (AGNE, 2004).

Devido aos efeitos fisiológicos, o gelo age no corpo de que maneira?
- Diminuição do processo inflamatório
- Regeneração tecidual
- Analgesia (alívio da dor)
- Diminuição do espasmo muscular
- Diminui o edema
- Estimulador e dessensibilizador: gelo pode ser utilizado para estimular uma área paralisada a fim de restabelecer a sensibilidade próxima do normal. A estimulação pelo gelo ajuda que as fibras nervosas parem de enviar impulsos elétricos de forma exacerbada. Ou seja, ajuda a diminuir a condução do impulso nervoso, para que as informações cheguem “bagunçadas” ao cérebro, diminuindo esse efeito “doloroso”.
Qual o tempo de aplicação?
Existem ainda alguns estudos em relação ao tempo da crioterapia, mas em fases agudas como uma torção, realizar de 15 a 20 minutos, três vezes ao dia.
Modo de aplicação:
Utilizar compressas de gelo, bolsas ou até mesmo o gelo do freezer de casa dentro de um saquinho. A crioterapia também pode ser feita através da imersão do membro dentro de um recipiente com gelo e água. Aplicar no local lesionado sobre uma toalha a fim de não queimar a pele.
Bolsa de gelo
Fonte: www.fisiocefis.com.br
     
Imersão dentro de balde com gelo
Fonte: www.suacorrida.com.br
Indicações:
- Entorses
- Tendinites, LER, Bursites, Tenossinovites, capsulite;
- Espasmo muscular;
- Tensões musculares;
-Traumas articulares
- Dores agudas e crônicas
** Devido efeitos fisiológicos dessa terapia, muitas vezes, o gelo também pode ser usado de maneira preventiva a algumas lesões.
Contraindicações:
- Pessoas com alergia ao gelo;
- Pessoas que possuem a doença de Rainaud (pessoas que apresentam extremidades cianóticas em dias mais frios);
- Feridas abertas;
- Pessoas com má circulação.

ATENÇÃO: As informações existentes neste blog pretendem apoiar e não substituir a consulta médica. Essas informações são de caráter educativo, por isso, em caso de dúvidas, não hesite em realizar sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.
Fontes:
** FREITAS C., LUZARDO R., Crioterapia: efeitos sobre lesões musculares. Revista Episteme Transversalis. v.4, n.1, 2013

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Hérnia de Disco


Primeiramente, antes de falarmos o que é a hérnia de disco, precisamos entender a estrutura da coluna.

Coluna Vertebral
ADAMA coluna vertebral começa no crânio e estende-se até a pelve, ela é composta por tecido conjuntivo e por uma série de ossos: as vértebras. A coluna é constituída de 24 vértebras, sendo 7 vértebras cervicais, 12 vértebras torácicas e 5 vértebras lombares. Logo abaixo das vértebras está o sacro e o cóccix. Entre as vértebras existe o disco intervertebral, estrutura cartilaginosa, composta de uma parte central (núcleo pulposo ou líquido viscoso), de uma parte periférica cartilagionosa (anel fibroso) e de uma parte superior e inferior (placa terminal).

Função do Disco Intervertebral:
Sua função é a de absorver impactos, bem como permitir movimentos em diferentes eixos de rotação.

Afinal, o que é a Hérnia?
A palavra Hérnia significa projeção ou saída através de uma fissura ou orifício, de uma estrutura contida.
No caso de uma hérnia de disco (na coluna vertebral), é a saída do núcleo pulposo através de uma fissura do seu anel fibroso.

Estrutura normal da coluna
Fonte: www.clinicorpus.net
Estrutura com Hérnia de Disco
Fonte: www.clinicorpus.net
Fases da Hérnia de Disco:
A doença divide-se em 4 fases de acordo com o seu grau de degeneração. Devemos saber que ela pode estar ou não associada a outras patologias do disco vertebral e da coluna.

Hérnia de Disco / Tratamento/ Sintomas/ O que é / Coluna Vertebral
Fonte:www.fisioerapiagoiania.com.br

Fase 1 - Abaulamento Discal: O disco vertebral começa a apresentar sintomas de envelhecimento e suas fibras (anel fibroso) apresentam fissuras, deformando o formato do disco intervertebral.
Fase 2 - Protusão discal: Nessa fase o abaulamento do disco encontra-se mais proeminente, podendo atingir nervos e medula. A doença já está mais avançada e normalmente acompanhada de início de degeneração discal.
Fase 3 - Hérnia de Disco: Extrusão do disco vertebral, normalmente em estado avançado de degeneração discal. As estruturas nervosas podem estar comprometidas pelo estreitamento do canal por onde passam os nervos.
Fase 4 - Sequestro ou Fragmento: Ruptura da parte herniada. Uma parte do disco que se encontrava extruso se separa do disco e acaba comprometendo as estruturas nervosas.

Hérnia de disco / tipos / tratamento
Fonte: Google

Causas:
- Fatores genéticos tem papel importante quanto a degeneração do disco intervertebral;
- Sofrer exposição a vibração durante a longo prazo, combinada com levantamento de peso;
- Ter que na profissão dirigir frequentemente;
- Ter que na profissão carregar pesos diariamente;
- Cargas compressivas repetitivas;
- Algum trauma.

Fatores ocupacionais associado a um risco aumentado de dor lombar:
- Trabalho físico pesado;
- Postura de trabalho estática;
- Inclinar e girar o tronco frequentemente;
- Levantar, empurrar, puxar;
- Trabalho repetitivo;
- Vibrações;
- Psicológicos e psicossociais.

Sintomas:
Dor localizada nas costas, que normalmente piora com o movimento e pode irradiar para alguma parte do corpo.

Cervical:
- Dor e dificuldade de realização de movimentos do pescoço;
- Sensação de dormência e/ou formigamento no ombro, braço, cotovelo, mãos ou dedos;
- Fraqueza em um dos braços.

Lombar:
- dor na região lombar;
- Dor ao longo do trajeto do nervo ciático;
- Pode haver fraqueza nas pernas;
- Pode haver dificuldade em elevar a parte anterior dos pés.

Diagnóstico:
- Quadro clínico e histórico de hábitos de vida, condições de trabalho do paciente;
- Raio X de coluna é realizado para excluir outros problemas de coluna;
- Exames físicos;
- Ressonância magnética e/ou tomografia evidenciam a hérnia.

Tratamento:
- Tratamento medicamentoso prescrito pelo médico;
- Fisioterapia;
- Natação orientada por um fisioterapeuta;
- RPG (Reeducação Postural Global) orientada por um fisioterapeuta;
- Pilates orientado por um profissional qualificado na área;
- Osteopatia realizado por um profissional qualificado.
->> A cirurgia hoje em dia é indicada em último caso, e mesmo assim não existe garantia de que o paciente não terá mais dores, ou não terá a hérnia de volta.

Prevenção:
- Pratique atividade física regularmente;
- Evite sobrecarregar a coluna com altas cargas (o ideal de bolsas e mochilas é que elas pesem apenas 10% do seu peso);
- Mantenha a postura alinhada;
- Evite salto alto;
- Não sente com a carteira no bolso de trás da calça;
- Mantenho seu peso dentro do ideal;
- Evite fumar (substancias tóxicas do cigarro fazem com que o disco intervertebral receba menos nutrientes);
- Certifique-se de que no seu local de trabalho diário o computador está na posição correta, a coluna e os pés mantém-se apoiados. Em casa, redobre a atenção com pias, cama e sofás;

Sempre que cuidamos da nossa saúde com hábitos de vida saudáveis, não sofremos as consequencias mais tarde. Portanto, cuide-se e não sentirá essa dorzinha chata e incômoda!!!!

ATENÇÃO: As informações existentes neste blog pretendem apoiar e não substituir a consulta médica. Essas informações são de caráter educativo, por isso, em caso de dúvidas, não hesite em realizar sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.


Fontes:
www.herniadedisco.com.br
www.patologiadacoluna.com.br
www.tuasaude.com.br
www.fisioterapiagoiania.com.br
www.minhavida.com.br

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O que é Osteopatia?

Durante o meu atendimento com alguns alunos do pilates ou até mesmo pacientes ortopédicos e respiratórios, tive a oportunidade de indicar uma avaliação com um osteopata. Muitas pessoas não têm a menor idéia do que um osteopata faz e como realiza o tratamento. Para tirar essas dúvidas, pedi a um amigo meu, o Fisioterapeuta Renan Pivetta, que escrevesse um texto na tentativa de esclarecer essas dúvidas. Espero que gostem e consigam entender um pouquinho mais dessa filosofia.
Segue o texto:

Compreendendo a OSTEOPATIA

         As restrições de mobilidade no corpo são causadas por estresses físicos ou emocionais, e a dor e desconforto são sinais que algo nele está errado. A osteopatia é uma forma holística de medicina não convencional, ou seja, tem a visão do ser humano como um todo. Usa técnicas manuais suaves para diagnosticar e tratar muitos problemas de saúde.
Baseia-se na filosofia de que o corpo funciona como uma unidade composta de diferentes partes móveis, tais como, músculos e articulações, órgãos e vísceras, etc. Desta forma considera que, quando o corpo não apresenta restrições de movimento, ele é capaz de lidar melhor com a dor, o estresse e as doenças, tendo, então, um poder de se auto curar.
Como todas as partes do corpo funcionam juntas de uma forma integrada, caso uma das partes está restrita, as restantes deverão sofrer adaptações e compensações, eventualmente levando à inflamação, à dor, à rigidez e a outros problemas de saúde.
O papel do osteopata é remover esses padrões de restrições, buscando a CAUSA do problema e auxiliando o corpo recuperar suas funções para que funcione corretamente. A escolha das técnicas depende de uma minuciosa avaliação, indicações e contraindicações, a frequência do tratamento depende da cada caso.
O que a Osteopatia trata?

Sem contraindicações, a Osteopatia pode ajudar desde recém-nascidos até idosos a manter ou buscar a saúde plena. Abaixo uma lista de algumas das principais indicações do tratamento osteopático:
Fonte: Google
  • Protrusões e hérnias discais
  • Ciáticas
  • Torcicolos
  • Lombalgias agudas ou crônicas
  • Neuralgias cervicobraquiais
  • Tendinites (LER/DORT)
  • Dor miofascial
  • Entorses e traumas
  • Cefaleias
  • Hérnia de hiato
  • Constipação intestinal e refluxo (inclusive em bebês)
  • Distúrbios hepatobiliares
  • Alterações cardíacas
  • Distúrbios renais
  • Alterações do ciclo menstrual
  • Queda da imunidade
  • Dores de Cabeça e Enxaqueca
  • Labirintite
    Fonte: Google
  • Rinite e sinusite
  • Nevralgias do nervo trigêmeo
  • Problemas Relacionados ao estresse e tensão
  • Dificuldades de Coordenação Motora
  • Disfunções em Recém-nascidos e Crianças
  • Lesões por Traumatismos Cranianos e Medulares
  • Fadiga Crônica
  • Fibromialgia
  • Disfunções da Articulação Temporomandibular (ATM)
  • Dificuldades Emocionais
 

 
Fonte: www.osteopatia.com.br
Como funciona a sessão?

  • A duração da sessão é de 40 minutos a 60 minutos.
  • Inicialmente, é feita a anamnese, ou seja, o osteopata vai ouvir o que o paciente tem a dizer e fazer perguntas sobre o histórico do problema para que possa determinar a origem do mesmo.
  • Posteriormente, o osteopata realiza uma inspeção palpatória e testes específicos cujos resultados serão somados com os dados obtidos na anamnese, a fim de ser o mais preciso possível em determinar os locais que mais influenciam no problema do paciente.
  • Em seguida, o osteopata elege e aplica as técnicas adequadas para os tecidos que se apresentarem desequilibrados.
  • Em alguns casos são feitas recomendações para o paciente fazer em seu dia a dia até que chegue a próxima sessão.




  • => Texto enviado por Renan Omil Pravata Pivetta
    - Graduação em Fisioterapia pela Universidade Estadual Paulista - UNESP
    - Pós- graduação em Técnicas Osteopáticas e Terapia Manual pela Universidade Estadual do Norte do Paraná - UENP
    - Certificado em Osteopatia Estrutural, Visceral e Craniana - IDOT
    - Cursando 4º ano Escola de Osteopatia de Madri

    Para obter mais informações e saber onde o Renan presta seus serviços, acesse: www.renanpivetta.com.br