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terça-feira, 24 de maio de 2016

FISIOTERAPIA: Neuroma de Morton

O Neuroma de Morton é muito conhecido por causar uma dor na parte da frente do pé, a chamada Metatarsalgia. Essa dor é causada pela compressão mecânica dos ramos digitais.

Mas o que é o Neuroma??
É uma lesão pseudotumoral fornada de fibrose perineural, mais frequente no terceiro espaço intermetatarsal.



Prevalência:
A maior prevalência está entre as mulheres na faixa dos seus 40 anos.

Causas:
Existem algumas hipóteses para as causas do Neuroma. São elas:
✔️ Microtraumas de repetição;
✔️ Ligamento intermetatarsiano transverso na compressão do nervo interdigital;
✔️ Bursa intermetatarsiana na compressão do nervo interdigital, causando inflamação

Sintomas:
✔️Dor tipo queimação;
✔️A dor pode irradiar para os dedos;
✔️Pode causar parestesia;
✔️Dor se intensifica ao percorrer grandes distâncias ou pelo uso de calçados não fisiológicos como salto alto, bico fino e até mesmo calçados de segurança.

Diagnóstico:
Normalmente o diagnóstico é feito clinicamente, podendo ser confirmado através de ressonância magnética e/ou ultrassom.

Tratamento
Normalmente é conservador, sendo necessário a mudança de alguns hábitos, tais como:
✔️Adequação de sapatos;
✔️Uso de palmilhas;
✔️Realização de fisioterapia.
🔘🔘 Além desses, podem ser associados anti-inflamatórios e infiltrações com corticóides.

🔴🔴 Na falha do tratamento conservador, pode ser realizado o tratamento cirúrgico, mas não há segurança de que o Neuroma reapareça.




FISIOTERAPIA

✔️  Avaliação postural e correção de possíveis desequilíbrios que possam influenciar na marcha;
✔️ Alguns estudos relatam melhora com o uso terapêutico do ultrassom, sempre associada e cinesioterapia;
✔️ Educação postural, educação na mudança de hábitos e uso de palmilhas.



ATENÇÃO: As informações existentes neste blog pretendem apoiar e não substituir a consulta médica. Essas informações são de caráter educativo, por isso, em caso de dúvidas, não hesite em realizar sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.


FONTE: 
- Diretrizes Clínicas para o tratamento de Metatarsalgia por Neuroma de Morton;
-Souza et. al. Abordagem fisioterapêutica no Neuroma de Morton. Rev. Fisioterapia Univ. São Paulo, v.8, n.2, p81-84, 2001.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

FISIOTERAPIA: Entorse de Tornozelo

O que é:

- Lesão bastante comum, correspondendo a 85% das lesões de tornozelo;
- Podem ocorrer em Inversão do pé, forçando a articulação para fora; ou então, em eversão, quando há uma força do pé para dentro.

 

Sinais de Alerta:

- Dor intensa;

- Perda da propriocepção;

- Diminuição da amplitude de movimento;

- Inchaço;

- Vermelhidão.

 
As entorses são dividas em três graus:

1) Primeiro grau: estiramento dos ligamentos, porém, sem ruptura dos mesmos;

2) Segundo grau: Ruptura parcial dos ligamentos e instabilidade articular. Acompanha dor, edema e rigidez articular, de intensidade moderada a severa;

3) Terceiro grau: Ligamentos totalmente rompidos e grande instabilidade do pé.



 

Tratamento:

- Repouso;

- Aplicação local de gelo;

- Elevação do membro para diminuição do edema;

- Proteção articular (tala gessada ou imobilizador);

-Antiinflamatório prescrito pelo médico;

- Fisioterapia.

**Geralmente opta-se pelo tratamento conservador, a não ser que os intomas persistam durante alguns meses ou em alguns casos específicos.

Prevenção:

-Imobilizadores semi-rígidos podem reduzir a incidência em atletas.

 

Fisioterapia:

- Orientação sobre aplicação do gelo, compressão, elevação e repouso;

- Exercícios ativos/resistidos/ passivos dependendo da gravidade do caso;

- Alongamento da musculatura fibular e triceps sural;

- Treinamento proprioceptivo

ATENÇÃO: As informações existentes neste blog pretendem apoiar e não substituir a consulta médica. Essas informações são de caráter educativo, por isso, em caso de dúvidas, não hesite em realizar sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.

Fontes:

1) Entorse de Tornozelo - Rev. Assoc. Med. Bras. vol.55 no.5 São Paulo  2009


 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

SAÚDE FÍSICA: Fascite plantar


ð  O que é?
Inflamação da fáscia plantar. Habitualmente, o local onde há maior inflamação é próximo a sua ligação com o osso calcâneo.

 ð  O que é a fáscia plantar?
- Também chamado de aponeurose plantar, a fáscia é um ligamento que corre ao longo da parte inferior do pé, a sola do pé.
- Liga o osso calcâneo aos dedos, e cria o arco do pé.
- Ela é uma faixa de tecido espesso, com propriedades elásticas, capaz de se esticar ligeiramente conforme a movimentação dos pés. A sua importância deve-se ao fato de manter o pé levemente arqueado, diminuindo a pressão nos dedos no movimento de andar.

ð  Causas:
Repetidos estresses na região da planta dos pés, causando tensão e esgarçamento da fáscia, causados por:
- Obesidade;
- Pé chato;
- Pé cavo;
- Uso excessivo de salto alto;
- Uso de calçados inapropriados para os pés;
- Alterações da marcha;
- Trabalhar muito tempo em pé;

**Podemos também encontrar em atletas de algumas modalidades:
- Corridas;
- Ballet;
- Levantamento de peso;
- Dança

ð  Sintomas:
- Dor, tipo pontada, na planta do pé;
- Dor tipicamente pior nos primeiros passos do dia;
- Dor pode ser agravada ao correr, andar descalço, subir escadas, permanecer em pé durante muito tempo,...

ð  Prevalência:
Geralmente ocorre em pessoas entre os 40 e 60 anos, que ao longo de sua vida, tiveram atividades ou problemas que provocaram o stress da fáscia, como os acima citados.

ð  Diagnóstico:
- História clínica e exame físico;
- Radiografia (RX) é realizado para descartar outros problemas no pé;
- Ultrassonografia e Ressonância magnética podem confirmar o diagnóstico.
 
ð  Prevenção:
- Alongar antes e após a realização de atividade física;
- Para as mulheres: Variar o tipo de calçado e evitar usar salto alto todos os dias, por longos períodos;
- Para quem trabalha muito tempo em pé, é interessante alongar antes de sair de casa e após o trabalho;
Concluindo: Em todos os casos é interessante manter uma boa flexibilidade na área do tornozelo, tendão de aquiles e nos músculos da panturrilha, bem como manter essa região com músculos fortalecidos.

ð  Tratamento:
- Na crise aguda, evitar a prática de esportes e tentar repousar o pé;
- Fisioterapia;
- Calçados e palmilhas especiais;
- Uso de talas noturnas (opção);
- Pessoas com excesso de peso necessitam de emagrecimento;
- Médicos podem prescrever antiinflamatórios de acordo com a sua conduta.
 
=> Tratamento Fisioterapêutico:
 - Aconselhamento e orientação sobre o calçado apropriado: suporte no arco do pé e acolchoado;
- Aconselhamento e orientação para o uso de órteses e/ou palmilhas;
 - Alongamento específico da fáscia plantar;
- Massagem transversal na fáscia plantar;
- Alongamento da musculatura do tríceps sural;
- Fortalecimento da musculatura intrínseca do pé;
- Fortalecimento do tibial anterior (ajuda na dorsiflexão e na inversão do pé);
 - Aconselhamento e orientação da marcha;
- Exercícios proprioceptivos;
- Crioterapia para alívio da dor;
- Tapping;
- Acupuntura;
- Alguns estudos ainda verificam a eficácia do ultrassom, laser e infravermelho.


Uso de palmilhas
 

Uso de órteses
 

Alongamento da fáscia plantar

Soltura e massagem da fáscia plantar

Crioterapia associada a automassagem da fáscia plantar

Uso de Tapping


Para quem pratica a corrida, assista o vídeo no Youtube com dicas de alongamento para prevenção e tratamento da fascite: https://www.youtube.com/watch?v=GF668jfu-Lg
 

Fontes:
- http://www.mdsaude.com/2012/09/fascite-plantar.html
- http://www.minhavida.com.br/saude/temas/fascite-plantar

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Crioterapia



O que é?
É uma técnica fisioterapêutica caracterizada pelo uso de baixas temperaturas (gelo) para a reabilitação de traumas teciduais, principalmente em lesões musculares e articulares.
Quais os efeitos fisiológicos que a crioterapia causa no local aplicado?
- Diminuição do metabolismo local;
- Diminuição da condução elétrica nervosa;
- Possui ação vasoconstritora;
-  Redução dos efeitos da hipóxia secundária: quando temos uma lesão tecidual, uma pancada por exemplo, há naquele local, células que são destruídas pela lesão chamadas de hipóxia; o corpo ao tentar reparar essa lesão, acaba destruindo as células que estão perto das lesadas e a esse fenômeno damos o nome de hipóxia secundária;
- Na musculatura ele diminui a velocidade de disparo das fibras musculares, reduzindo a espasticidade.
Entendendo o mecanismo de ação do frio:
Ao aplicar o frio ocorre inicialmente uma rápida vasoconstrição e diminuição da circulação local na pele manifestada por palidez. A constrição se dá por alguns fatores, como a influência reflexa simpática e dos neurônios da pele, pela redução da concentração de metabólitos devido ao baixo nível metabólico. A ação direta dos termorreceptores sobre a camada muscular arteriolar gera liberação de bradicinina e serotonina e diminuição de vasodilatadores como a histamina e prostaglandinas. Isso ocorre como mecanismo de proteção para limitar a perda de calor nos primeiros 15 minutos da crioterapia. Após esse tempo há uma reação secundária ao frio causada por uma hiperemia ativa a fim de proteger os tecidos de uma possível lesão quando a exposição ao frio é prolongada ou abaixo de 10ºC, e manifesta-se com rubor e calor que dura em torno de 5 minutos, aparecendo outra vez, uma vasoconstrição. Ocorre então um ciclo entre vasoconstrição e vasodilatação, e esta última não é constante e sua vermelhidão não está relacionada com o aumento da circulação, mas sim com a liberação de oxigênio e acúmulo de oxi-hemoglobina nos vasos superficiais com risco de isquemia e congelamento (AGNE, 2004).

Devido aos efeitos fisiológicos, o gelo age no corpo de que maneira?
- Diminuição do processo inflamatório
- Regeneração tecidual
- Analgesia (alívio da dor)
- Diminuição do espasmo muscular
- Diminui o edema
- Estimulador e dessensibilizador: gelo pode ser utilizado para estimular uma área paralisada a fim de restabelecer a sensibilidade próxima do normal. A estimulação pelo gelo ajuda que as fibras nervosas parem de enviar impulsos elétricos de forma exacerbada. Ou seja, ajuda a diminuir a condução do impulso nervoso, para que as informações cheguem “bagunçadas” ao cérebro, diminuindo esse efeito “doloroso”.
Qual o tempo de aplicação?
Existem ainda alguns estudos em relação ao tempo da crioterapia, mas em fases agudas como uma torção, realizar de 15 a 20 minutos, três vezes ao dia.
Modo de aplicação:
Utilizar compressas de gelo, bolsas ou até mesmo o gelo do freezer de casa dentro de um saquinho. A crioterapia também pode ser feita através da imersão do membro dentro de um recipiente com gelo e água. Aplicar no local lesionado sobre uma toalha a fim de não queimar a pele.
Bolsa de gelo
Fonte: www.fisiocefis.com.br
     
Imersão dentro de balde com gelo
Fonte: www.suacorrida.com.br
Indicações:
- Entorses
- Tendinites, LER, Bursites, Tenossinovites, capsulite;
- Espasmo muscular;
- Tensões musculares;
-Traumas articulares
- Dores agudas e crônicas
** Devido efeitos fisiológicos dessa terapia, muitas vezes, o gelo também pode ser usado de maneira preventiva a algumas lesões.
Contraindicações:
- Pessoas com alergia ao gelo;
- Pessoas que possuem a doença de Rainaud (pessoas que apresentam extremidades cianóticas em dias mais frios);
- Feridas abertas;
- Pessoas com má circulação.

ATENÇÃO: As informações existentes neste blog pretendem apoiar e não substituir a consulta médica. Essas informações são de caráter educativo, por isso, em caso de dúvidas, não hesite em realizar sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança.
Fontes:
** FREITAS C., LUZARDO R., Crioterapia: efeitos sobre lesões musculares. Revista Episteme Transversalis. v.4, n.1, 2013