quinta-feira, 14 de julho de 2016

FISIOTERAPIA: Dor patelofemoral

A dor no joelho infelizmente é uma dor que acomete grande parte da população. Por ser uma articulação de grande utilização por todos nós, quando não cuidamos muito bem do nosso corpo, o joelho sofre algumas consequências.

Então... Sabe aquela dorzinha na parte da frente do joelho? A síndrome da dor patelofemoral (SDFP) é caracterizada como uma dor anterior do joelho e acomete aproximadamente 25% da população em alguma fase da vida, sendo mais comum em mulheres e pessoas que realizam atividade física, e com idade entre 15 e 30 anos. Portanto, infelizmente, nós que não somos sedentários estamos sujeitos a adquirir essa dor a qualquer momento de nossa atividade.



Mas, ok, vamos lá, por que mesmo essa dor acontece? A etiologia da dor ainda é incerta, mas existem algumas hipóteses como: fraqueza da musculatura do glúteo médio e do músculo vasto medial, diminuição da mobilidade do tornozelo que leva a uma sobrecarga da articulação do joelho, além de alterações estruturais do próprio corpo do indivíduo.



Um estudo feito em 2012 procurou identificar em quais atividades os indivíduos apresentavam exacerbação da dor. Os resultados encontrados foram: atividades que necessitem agachar, ajoelhar, subir e descer escadas e aulas de step. Além da exacerbação da dor, as pessoas apresentaram limitação funcional, o que prejudicou as atividades de vida diária de cada uma delas. Outros autores também relatam que as dores podem se intensificar com outras atividades como o ciclismo, corrida e a permanência durante muito tempo sentado.

A notícia mais bacana é que a dor melhora com atividade física. SIIIIIIM. Um estudo em 2013 realizou uma revisão bibliográfica e verificou que a modalidade fisioterapêutica mais utilizada para o tratamento da SDFP é o fortalecimento da musculatura de membros inferiores, como o quadríceps, rotadores e abdutores de quadril. Além disso, esse tratamento é muito utilizado também como forma de prevenção da patologia. Isso se explica pelo fato de o fortalecimento dessas musculaturas promoverem o alinhamento das estruturas, melhorando a funcionalidade e diminuindo a dor nos pacientes com a síndrome.

Dicas da Carol:
1) De acordo com a avaliação postural, você consegue identificar alguma alteração estrutural que possa gerar a SDFP. Por isso enfatizo a importância dessa avaliação;
2) Não é normal sentir dor em nenhuma articulação durante a realização da atividade física. Se você sente algum tipo de dor no joelho, procure um profissional de sua confiança para que ele possa te avaliar e aconselhar o que poderá ser feito;
3) O tratamento, bem como a prevenção da SDFP é feito de maneira simples. Com o fortalecimento dessas musculaturas enfraquecidas, a chance de não ter dor é grande. Esse fortalecimento pode ser realizado inclusive dentro da academia. Basta você procurar um profissional que saiba te orientar da maneira correta.

Lembre-se sempre: “Para uma vida saudável, cuide da saúde do seu corpo, da sua mente e do seu espírito!”

Fisioterapeuta Carolina Bagnariolli
@fisioterapiaortopedica
@carolbagnariolli


Referências:
1) Piazza, Lisboa, Costa e col. Sintomas e limitações funcionais de pacientes com síndrome da dor patelofemoral. Rev Dor. São Paulo, 2012 jan-mar;13(1):50-4 
2) Campos I.R.M.C e col. Tratamento fisioterapêutico na síndrome da dor patelofemoral: uma revisão da literatura. Revista Movimenta ISSN: 1984-4298 Vol 6 N 3 (2013)
3) D.S. Catelli, H.U. Kuriki, P.R.C. Nascimento. Lesão esportiva: um estudo sobre a síndrome dolorosa femoropatelar. Motricidade. 2012, vol. 8, n. 2, pp. 62-69
4) Nakagawa T. H. et. al. A abordagem funcional dos músculos do quadril no tratamento da Síndrome da dor patelofemoral. Fisioter. Mov. 2008 jan/mar; 21(1):65-72

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